PORTO

A cidade do Porto é conhecida como a Cidade Invicta. É a cidade que deu o nome a Portugal desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelas suas pontes e arquitectura contemporânea e antiga, o seu Centro Histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, desde 1996.

As origens do centro urbano da cidade do Porto datam da idade do bronze, mais concretamente em torno do século VIII a.C.

“O Porto tem um leve cheiro de maresia, tem o aroma de um vinho antigo, tem agora, ainda, o encanto outonal dos tons esbatidos no granito, a magia do nevoeiro da manhã. O Porto tem paladares espreitando das casas por entre varandas de ferro. Na paleta dos pintores, a cidade quase cinzenta, que, quando se fixa, fere. Ao Porto tudo se admite, menos a indiferença; tudo se permite a essa doce e digna presença. Ela pousa nas praias do molhe, veste-se de desordem nos mercados, alonga-se lânguida e incoerente por entre as margens do rio.”

LARGO DE SÃO DOMINGOS

Outrora Praça de Santa Catarina e Largo de São Crispim, este Largo foi durante séculos o nó de comunicação dos bairros da cidade quinhentista.

Local em que se jogava a “bisca calada” e onde eram realizadas as mais importantes reuniões da Câmara do Porto era considerado um dos mais animados sítios de comércio e convívio da cidade.
Albergou a primeira fonte redonda da Invicta sobre a qual os mais ilustres da cidade discutiam política, religião e temas do quotidiano.

Zona de bispos e frades, o seu nome provem do Mosteiro fundado em 1236 pelo bispo do Porto, D. Pedro Salvadores, pertencente à ordem dos Dominicanos: o Mosteiro de São Domingos. Em 1832 um incêndio destruiu o edifício, conservando-se apenas a sua fachada que corresponde ao actual Palácio das Artes.

Património mundial da UNESCO, foi em 2014 reabilitado sendo nos dias de hoje uma praça pedonal onde diariamente se cruzam vários turistas e portuenses absorvidos pela beleza dos edifícios do mui nobre Largo de São Domingos.

RUA DAS FLORES

Mandada abrir por El-Rei D. Manuel I no século XVI, a Rua das Flores está ligada ao enobrecimento da invicta. Situada nos terrenos pertencentes às hortas do bispo, a sua abertura deveu-se ao crescimento populacional e ao desenvolvimento económico da cidade. Pela primeira vez houve regulamentação específica sobre o tipo de habitação a construir e assim as margens da rua foram regulamentadas o que permite uma boa visibilidade das fachadas.

Nela habitaram os mais ilustres da cidade , desde cirurgiões a clérigos, passando por comerciantes e barbeiros, o que lhe conferiu um carácter elitista. Por ser a mais nobre e principal rua da cidade do Porto foi calcetada em 1542.
No século XVIII reunia as lojas mais ricas da cidade, entre as quais se destacavam as ourivesarias e as lojas de lãs e sedas. Muitas lavradeiras e raparigas casadoiras gastaram o melhor dos seus dotes em enxovais nesta rua.

Actualmente, é uma rua pedonal tendo sido reabilitada em 2014. Nela passam diariamente centenas de turistas que ficam deslumbrados com a beleza de uma rua que marca a história quinhentista do Porto.